terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sinalização é flagrada com erro de grafia nos EUA.


Uma sinalização pintada no asfalto de uma estrada perto de uma escola em Greensboro, no estado da Carolina do Norte (EUA), foi flagrada nesta segunda-feira (9) com um erro de grafia. Em vez de "School", a sinalização foi grafada como "Shcool".
Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/sinalizacao-e-flagrada-com-erro-de-grafia-nos-eua.html

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Escrever não é uma arte tão difícil assim. Basta conhecer as normas e utilizações de uma língua, aplicá-las na construção textual e as coisas estarão minimamente equilibradas. O problema é comparar o que você escreveu com as obras dos escritores referenciais da linguagem mãe na qual foi escrita. Um exemplo. Não comparem, jamais, os devaneios e bizarrices de um blogueiro com um escrito do Machado de Assis ou de um Moacir Sclyar.

Muito se defende que se fazer entender é o objetivo mestre de toda linguagem ou língua, não me peçam a distinção entre esses dois termos. O entendimento desses conceitos é chato e pouco produtivo para a cultura de um cidadão, posto que a premissa maior fundamenta-se no “fazer-se” compreender.

Caríssimos. Tornar-se claro e compreendido pelo mundo não é só ambição de quem escreve ou fala, mas de todo animal! Um adulto; uma criança; uma onça faminta; um cão de estimação; todos agem no limite de suas forças para valer a sua vontade. Enquanto uns falam, outros falam e escrevem, uns gemem, outros agem mais incisivamente.

Não há dúvida de que os agentes de trânsito do Estado da Carolina do Norte se fizeram entender. Para os apologistas de que a questão central da escrita é ser compreendida, os motoristas entenderam, sem problemas, o aviso de que passam perto de uma área educacional. A ordem das letras não altera a escola.

Marquês de Sade dizia que só se dirigia às pessoas que podem entender suas obras, pois essas estão em condições lê-las sem perigo. O público alvo da mensagem na rua acima ilustrada são os motoristas, sem o ônus do risco. Qualquer pessoa letrada na língua inglesa assimilou o recado. Não precisa corrigir.

3 comentários:

TEACHER ARTUR disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
TEACHER ARTUR disse...

Ulisses, você foi diretamente ao "x" da questão. Houve comunicação, apesar do deslize ortográfico. Se a preocupação em "corrigir" o que muitas pessoas falam ou escrevem no dia a dia fosse determinante para a comunicação das pessoas, acredito que muita gente iria preferir se comunicar por sinais ou outro código que não fosse verbal. Claro que o registro formal, culto, jamais pode ser deixado de lado. O que não pode haver é "pedantismo" de quem se julga o conhecedor de todas as regras ortográficas e gramaticais. O pior é que há tantas pessoas "linguístico-pedantes" que corrigem a fala e a escrita dos outros mas não enxergam suas próprias "escorregadelas" no idioma, seja de Shakespeare, de Cervantes ou de Camões...

Lolly disse...

Legal, interessante, o post.
http://lollyoliver.wordpress.com/2011/02/22/nao-adianta-eu-querer-fingir/