domingo, 3 de abril de 2011

Allegro para Semmelweis.


Quer irritar uma criança? Peça a ela lavar as mãos antes das refeições. Quando não desobedece ao imperativo adulto, muito contrariada, vai lá e da aquela "umedecida" nas mãos. Aliás, a higiene uma maneira geral é algo muito recente na breve história humana.

Esse ideal de limpeza ganhou espaço nos nossos corações e mentes a partir do século XIX. Antes disso, além de conviver bem na imundície, as pessoas até se deliciavam com ambientes sujos. Muitos dizem que os hábitos e comportamentos são cíclicos, ou seja, eles vão e vem com grande naturalidade. Já pensou se essa moda volta de novo?

O Cristianismo representou um retrocesso na historia da higiene. Enquanto na Grécia e na Roma antiga o culto ao corpo era moral, daí a preservação da saúde, os banhos eram estimulados. Tá certo que eram banhos em piscinas públicas (eca!), mas já servia para a limpeza. Como a religião Cristã acredita no disparate de que o corpo é a fonte dos pecados, qualquer ato que o privilegie é considerado errado.

A higiene pessoal dos Cristãos europeus medievais se resumia em lavar rosto e mãos antes das refeições e passar paninho nos dentes após a farta comida!

Já no período moderno, um decreto do Palácio de Versalhes, em Paris, datado em 1715, dizia que se deveriam retirar as fezes de seus corredores, pelo menos, uma vez por semana. Presume-se que antes disso nem semanalmente isso era feito. E tome bosta real!

A noção de higiene que hoje temos deve-se, majoritariamente, ao crescimento assustador das populações urbanas. A possibilidade de aparecimentos freqüentes de epidemias e o avanço da medicina nas questões sanitárias foram os elementos centrais para essa consciência higiênica.

Quando o médico húngaro, Phillip Semmelweis, descobriu que quem levava as bactérias de um quarto para o outro nos hospitais eram as mãos sujas dos médicos, a medicina entrou em crise. Como pode o médico, o que leva a saúde, também ser o anjo da morte? No final de sua vida, Semmelweis gritava pelas: ruas lavem as mãos!

Outro aspecto de valor relevante para a consideração do ideal de limpeza foi a ideia de controle e domínio das grandes massas humanas. Para o filósofo francês Michel Foucault, a evolução da medicina na Alemanha e o conceito de medicina social na França surgiram na virada do século XVIII para o XIX, devido à ascensão do capitalismo. Para ele, a higiene é uma maneira de controle social que visa o bem do capitalista.

Para nós, meros peões, hoje a higiene cumpre um papel muito importante, pois evita a proliferação de vírus. A conjuntivite, mal que assola as escolas nesse período do ano, pode ser evitada com constantes lavagens das mãos.

Então rapaziada, e também adultos, escutemos Semmelweis!

quarta-feira, 23 de março de 2011

A dor e o alívio.



A dor é uma das poucas coisas que igualam todos os seres humanos em uma única comunidade. É uma sensação horrorosa e, principalmente alguém que já sentiu intensamente seus nefastos efeitos, compadece-se com grande facilidade com a agonia dolorosa do outro.

Quando falo em dor estou me referindo à física. De maneira muito geral, dor é uma sensação transmitida ao cérebro principalmente pelas vias nervosas. Não me aventurarei a fazer mais nenhuma especulação biológica sobre ela, pois seria uma temeridade ainda maior do que a já cometida.

Por incrível que pareça existe uma história da dor. Na antiguidade, ela era relacionada às ações dos demônios. Os primeiros que vincularam a percepção da dor com o sistema nervoso e o cérebro foram os gregos, através da sábia e inigualável figura do filósofo Aristóteles.

Hoje, com o avanço da medicina, a dor já não é vista como o mal a ser eliminado, mas como efeito de uma causa a ser diagnosticada. Um médico responsável receita analgésicos, para aliviar os incômodos de seu paciente, e também pede exames para verificar qual a razão biológica do desconforto.

Semana passada senti a alucinante cólica de rim. Transpirava um suor frio e chegava a desferir coices no ar! A tragédia dos atendimentos hospitalares, pelo menos nos momentos de dores agudas, são as famosas perguntas sobre endereço, idade e estado civil. Que horinha mais imprópria para perguntas, não acham?

Fui medicado com um, três mil vezes abençoado seja, buscopan, que foi aplicado na veia da minha mão. Quando o auxiliar de enfermagem tirou a agulha da pele, a dor já tinha ido embora. Que sensação maravilhosa! Passei por um exame de urina e estou passando por outros exames. Desconfia-se de cálculo renal, ou seja, estou bebendo muita, muita e muita água.

No dia em que passei por essa crise, no momento em que fui deitar com a intenção de dormir, pensei: - Como é bom não sentir dor. Entretanto, para pensadores como o grande Arthur Schopenhauer, a felicidade é uma grande ilusão e apenas a dor é real. Porque é através dela que tomamos consciência da nossa existência. Passamos o dia todo em cima dos pés, só nos percebemos a realidade dele, exatamente quando há um calo bem latejante nos perturbando.

Prefiro a ilusão!

terça-feira, 15 de março de 2011

Bolsa feminina: um buraco negro no universo masculino


Alguém já parou pra notar o quanto uma mulher demora pra escolher uma bolsa? Ficam horas e horas pra ficar na dúvida entre umas cinco e, depois que fazem a mais do que avaliada opção, o resultado é um dolorido arrependimento. Não é remorso pela suposta alternativa errada, mas por não ter levado, no mínimo, três! É engraçado.

A bolsa é um acessório muito comum entre as mulheres. Com diferentes tamanhos e estilos acabam sempre aos montes nos guarda roupas femininos, pois existem modelos adequados para diversas circunstâncias, o que, normalmente, acaba sendo a justificativa para tanta escolha e bolsa.

Na realidade me divirto com esse ritual protagonizado pelas mulheres. Uma vez fui com minha namorada comprar bolsa, pois ela ne-ces-si-ta-va de uma bem pequena e preta para combinar com um vestido e ir em paz consigo mesma num casamento. Achamos várias, mas nenhuma estava boa. Até que num momento, não mais que um momento, encontrou a tão esperada bolsa. Aleluia! (Cá entre nós, praticamente idêntica às outras outrora desprezadas). Acho que o cansaço foi fator mais determinante do que o modelo.

Até o século XIX, tanto os homens quanto as mulheres, usavam as bolsas presas na cintura. Deus do céu a pochete era moda! Argh! No século XX as mulheres colocaram alças nas delas e as penduraram nos ombros, ao passo que os homens, reduziram seu volume dobraram e enfiaram nos bolsos (carteiras). Evolução da espécie...

Qual a relação entre os buracos negros e as bolsas das mulheres?

Antes de qualquer filosofia é melhor um pouquinho de física. Os buracos negros são pontos no universo que tem tanta matéria que nem a luz consegue sair desses lugares. Imaginem o perigo de um quarto tão cheio de bugigangas onde nem conseguimos ver a iluminação. Há também os buracos negros formados depois da queima completa de uma estrela, com massa de três vezes maior que a do sol, ou seja, depois dela queimar todo o seu gás passa a queimar a si mesma e desaba sobre si mesma.

Então! Essas grandezas físicas que ficam penduradas nas mulheres são dotadas de uma variedade infinita de objetos. Tudo se encontra nas bolsas! Os registros são múltiplos: cinzeiro; alicate de pressão; controle remoto; ração pra peixe de aquário; corda de violão; garantia de bateria; garfo; e por aí vai...

Inocentes homens prestem atenção. Jamais fareis a seguinte pergunta para uma mulher: será que você não carrega nenhum amante dentro da bolsa? Porque a resposta pode ser: ter eu não tenho, mas o telefone de vários sim!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Os povos e as praças.



As praças são lugares de confraternizações de uma comunidade. As crianças se divertem jogando bola, brincando no parquinho ou correndo pelas gramas. Os vendedores ambulantes de pipoca e caldo de cana lucram seus valorosos reais. Os idosos distraem a solidão em disputadas rodadas de truco. Adolescentes skatistas deslizam suas velozes rodas pelo liso pavimento...

Existe uma praça que marcou muito a minha infância. Ela fica em Assis – SP, na Avenida Dom Antonio, bem defronte à diretoria estadual de ensino. Nela o saudoso avô levava todos os seus quatro netos para brincar. Eu, meu querido irmão e os não menos queridos primos; andávamos de bicicleta e construíamos castelos nos bancos de areia. Essa é uma feliz recordação que tenho de meu avô, pois quando o bom senhor faleceu eu tinha apenas onze anos.

Ano passado a praça passou por uma reforma que descaracterizou todo o charme implícito desde os anos oitenta. Fiquei, num primeiro momento, bastante revoltado em ver os tratores destroçarem o paraíso de minha feliz infância, entretanto, depois de uma necessária reflexão, entendi que as mudanças são inevitáveis e que a juventude de hoje precisa de um lugar mais adequado para a atual realidade.

Esses locais comunitários também desempenham uma função eminentemente política. No Movimento Diretas Já, o vale do Anhangabaú na cidade de São Paulo, teve um papel importantíssimo, pois tinha condições de receber mais de um milhão de pessoas. Com uma massa de gente desse tamanho, não há militar que se mantenha no poder.

Mês passado aconteceu a mesma coisa, só que a cidade é o Cairo, o país é o Egito e a praça se chama Tahrir. O interessante é que o significado dessa palavra árabe, em português, é liberdade. Ali, os egípcios lutaram pela democracia por várias semanas, ainda hoje muitos permanecem por lá, para garantirem que a junta militar fique apenas o período suficiente para a organização de uma eleição para presidente. Preocupação mais do que justificada, pois no Brasil ficaram por vinte e um anos com a mesma intenção... Até todo mundo ir pro Anhangabaú!

Na Líbia, os protestos contra o ditador Muammar Khadafi, tem se concentrado na cidade de Benghazi e na Praça Shajara. Nela os rebeldes líbios que lutam contra a ditadura em tal país manifestam, lutam, gritam e morrem pela democracia. E quando esse pulha do Khadafi for escorraçado de lá, a praça será o emblema de um povo em nome de uma irmandade nacional mais justa.

Jean-Jacques Rousseau já dizia que a liberdade pode ser apenas conquistada, jamais recuperada. Acredito que o início da segunda década do século vinte um pode simbolizar um marco importante: a consciência mundial de que não somos livres politicamente. Há algo de monstruoso, nos bastidores, que sustentou o egípcio Hosni Mubarak, que ainda mantém Khadafi e que segura todos os governos federais espalhados pelo mundo. É contra esse monstro que os povos devem lutar.

Agora entendem porque as praças são, estrategicamente, abandonadas no Brasil? Elas unem as pessoas contra as injustiças que sofrem no cruel cotidiano.

Às praças!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O luto das palavras.


Querer viver para sempre é um sentimento juvenil. Na medida em que envelhecemos, para quem não se acostuma com a idéia de que um dia vai contar seu último segundo no planeta, pelo menos vai aceitando de que será a personagem central de um velório. Tudo passa e uma hora, fatalmente, nós também passaremos.

Não gosto de refletir sobre um tema tão pesado quanto a morte, entretanto, uma força muito maior que meu desejo faz com que dedique minhas desastradas e tristes palavras para tamanha abordagem. Afinal, o último domingo passou o grande Moacyr Scliar.

Agigantou nossas letras pela sua própria humanidade. Fez-se porta-voz da cultura judaica em nossa pátria. Provou pra todo mundo que não é preciso se fazer de coitado, depois da Segunda Guerra Mundial, para falar da história do povo judeu e nem ficar lamentando o Holocausto, pois está claro que seja qual for o ataque à integridade humana ela é digna de repulsa e condenação.

Lutou sim contra as mazelas sociais, seguindo o exemplo incontestável de Che Guevara, professando a bela função médica especializando-se em saúde pública. Militou na literatura contra a opressão de um besta regime militar e, através de sua fina habilidade com a língua portuguesa, traduzindo em suas páginas as diversas possibilidades dos anseios humanos.

Não está mais na moda querer salvar o mundo; pensar numa política que seja humana e igualitária; no bem da sociedade como um todo; querer acabar com a fome, a miséria e a corrupção e ver no outro a mesma dignidade que tanto vemos em nós mesmos. O que fazemos em nossos dias é defender um escasso salário em detrimento da nossa vergonha moral.

Um lugar como esse não merece um imortal como Moacyr Scliar, pelo contrário, precisa dele.

Sim! Ele é imortal! Não porque uma academia reconheceu, mas pela sua perseverança. Por ser o único soldado do exército de um homem só e jamais desistir. Sua resistência sobrevive, mesmo antes de seu nome virar troféu e prêmio de concursos literários, ela já figurava nas práticas que motivam os grandes realizadores.

Estou planejando, ao lado do amigo, filósofo e publicitário Sanabria, uma viagem pela América Latina com o objetivo de passar nas cidades onde vivem e viveram os grandes escritores de nossa cultura. No percurso, o projeto era passar em Porto Alegre para conversar com Moacyr...

Por vezes agradeci a oportunidade de não ter vivenciado a dor do dia da passagem de John Lennon. Hoje as lágrimas são para Moacyr Scliar.

Descanse em paz.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Um exemplo a seguir.



Texto para www.paraguacity.com

Algumas pessoas são nossas referências. Formam nossa opinião com idéias e exemplos de conduta. Seja um idoso da família; um escritor que traduz em palavras sentimentos que ainda não conhecíamos, mas que sempre estiveram no íntimo; um fundamento religioso; uma ideologia política e por aí vai.

O mesmo acontece com nossa formação civilizatória. O início daquilo que hoje chamamos de organização social e política se deu no Egito antigo. Pirâmides; Faraós; classes sociais; relações comerciais; leis e várias outras instituições comunitárias vieram ao mundo por meio das mentes egípcias.

Recentemente, nossos jornais têm mostrado a reação do povo no Egito para com seu, agora ex, ditador Hosni Mubarak. No último dia onze de fevereiro, após sucessivos protestos populares, o chefe máximo do executivo egípcio viu-se forçado a renunciar. O Supremo Conselho Militar das Forças Armadas assumiu o comando prometendo eleições diretas assim que possível.

Os Estados Unidos, sempre preocupados com a democracia no mundo, durante os trinta anos de ditadura no Egito não mostraram sua insatisfação. Lembrando que os argumentos das armas químicas e do restabelecimento da democracia foram as razões alegadas para a guerra do Iraque, mesmo contrariando a resolução contraria da ONU (Organização das Nações Unidas).

Afinal, ditador amigo pode continuar?

O Egito é um país que fica na margem do Rio Nilo, posto que apenas quatro por cento de seu território é habitável. Não é gratuitamente que Heródoto já disse que o Egito é a dádiva do Nilo. A luta do povo egípcio contra Mubarak estende-se também ao imperialismo estadunidense.

Isso ocorre escancaradamente em nosso país. Metas para a educação, desemprego, juros abusivos e benesses para os grandes capitalistas são parte desse grande polvo com seus mortais tentáculos esparramados pelo mundo. Até quando vamos suportar tudo isso? Quando vamos seguir o exemplo do Egito?

O modelo de resistência já está dado. Mobilização popular! Independente da filiação sindical ou partidária.

Até quando?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Literatura de cordel é a voz do povo.


Alceu Valença lança o videoclipe do Frevo da Lua, seu novo sucesso, que celebra o carnaval de Recife e Olinda. O clipe está disponível no www.youtube.com.br/canalvalenca, no facebook de Alceu e no twitter @Alceu_Valenca.

As imagens foram captadas pelo cinegrafista Sérgio Bezerra durante vários carnavais nas ruas das duas cidades – em frente à casa de Alceu na rua de São Bento, no Alto da Sé, no Largo da Amparo, em Olinda, e no Marco Zero, no Recife. A edição é de Gilson Martins, da TV Viva.

A mais nova incursão de Alceu pelo gênero foi composta em parceria com Mauricio Oliveira (baixista da banda de Alceu) e Gabriel Moura, com arranjo do Maestro Duda.

“É o frevo mais bonito que já gravei. Fico arrepiado quando o povo canta comigo: Lua tão linda, lua lua lua de Olinda / o sol abraça Recife, tá chegando o carnaval / lua lua lua linda”, exalta Alceu, que ensina o refrão ao vivo às platéias para que se apresenta, com adesão imediata do público.

Quem quiser aprender para cantar nos shows de carnaval junto com Alceu, pode baixar a gravação original do Frevo da Lua, disponível para download grátis no site http://www.alceuvalenca.com.br/


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A literatura de cordel representa uma das expressões mais populares possíveis. Chega ao entendimento dos doutores e das pessoas mais simples de nossa rica sociedade, despertando o encantamento e a reflexão.

Possui uma métrica simples. Seus versos são de sete sílabas poéticas. Esse recurso também é muito utilizado por escritores de canções destinadas ao grande público. Modas de viola, sertanejas e poetas da chamada MPB; lançam mão dessa estrutura para se fazerem entendidos pelas massas.

Ser simples não significa ser banal, pois escrever nessa forma literária exige trabalho. Gênios como Patativa do Assaré, Rodolfo Coelho Cavalcante e Leandro Gomes de Barros; dominam tanto essa elaborada técnica poética que a fazem parecer natural e fácil, claro que para eles.

Não precisa ser mestre em literatura para compor essas pérolas das páginas brasileiras, mas ter a sensibilidade do poeta. Muitos escritores de literatura de cordel são analfabetos, entretanto, falam suas poesias perfeitamente metrificadas. Trata-se de um dos aspectos mais democráticos da cultura humana!

Alceu Valença nesse seu grandioso projeto está mais do que certo. Mostra a qualidade do povo para o povo. Todo mundo entende, reflete sobre e tira suas conclusões. Uma obra de arte não precisa de palavras difíceis para ser clássica!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vencido o prazo de validade do Fenômeno.


Sempre quis saber o que se passa dentro de uma lata de extrato de tomate. Em seu interior, curtido nos mais poderosos conservantes, o tomate em si passa o resto de seus dias. Com a sua vermelha e perseverante paciência espera o magnânimo instante em que o feroz abridor de latas os reapresentem à luz de seu último dia.

Uma coisa me intriga com bastante força. Acompanhem meu raciocínio... Todo extrato de tomate tem um prazo de validade, a pergunta é: O que acontece dentro da latinha entre as 23h59min e 00h00min do dia estipulado para que o produto esteja vencido? Será que os produtos que eram conservantes passam a ser agressivos?

O atacante Ronaldo teve seu prazo de validade vencido. Uma carreira de jogador de futebol que dispensa comentários, pois foi marcada por grandes vitórias, superações e, é claro, derrotas. Qual é o ser humano que não passa por derrotas? Enfim, trata-se de um jogador diferenciado.

O baixo rendimento nos jogos mais recentes e o duelo com a balança, aparentemente, foram as razões da aposentadoria do jogador. Entretanto, algumas considerações precisam ser colocadas.

Quanto ao problema do peso, Ronaldo alegou a doença do hipotireoidismo, dizendo que as doses hormonais necessárias seriam acusadas nos exames anti-dopping. Agora é que entra a polemica, vários jogadores passam pelo mesmo tratamento contra esse mal, conseguem manter a forma e os remédios não atingem níveis de serem considerados proibidos para a praticado futebol. O atleta Carlos Alberto, que hoje atua pelo Grêmio de Porto Alegre, passa pela mesma enfermidade, mantém a forma e não interfere nos exames de dopagem.

Afinal, o que "venceu" o prazo de validade do Ronaldo?

Aponto um conjunto de fatores. Começa que ele não se interessa mais em emagrecer (futuro financeiro garantido); também o avanço da idade, pois mesmo que se fizesse um regime satisfatório a partir de agora, evidentemente, mesmo magro faria as jogadas que fizera outrora, mas seria cobrado por ser o Ronaldo; e o ponto mais importante, a injusta cobrança de uma torcida que se diz fiel, acostumada às derrotas na Copa Libertadores, em cima das desvantagens físicas que o Fenômeno está apresentando.

No Brasil aposentar-se significa cair no esquecimento e nas unhas da previdência social, duas coisas que não vão acontecer com Ronaldo, mas que a campanha para o pendurar das chuteiras, creio que inconscientemente, acabou fazendo. Essa mentalidade é implícita no discurso que prega a aposentadoria do atacante. Vícios arraigados em nossa preconceituosa cultura.

Os aposentados da previdência permanecem no limbo e a camisa 9 da seleção brasileira continua vaga...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os rostos que vemos pela rua.



Texto para o site www.paraguacity.com

Andar pela rua é uma constante análise de fisionomias. Olhamos para as pessoas e tentamos, invariavelmente, descobrir o que elas estão pensando ou sentindo. Arrumamos sempre um tempinho, mesmo no meio da maior pressa, para dar uma olhadinha atravessada nas também aligeiradas faces.

Existem diversos tipos de expressões faciais. Vou citar aquelas que são mais comuns. O cidadão com tipo de executivo, que anda apressado e voltado para algum item dos adereços funcionais como pasta, celular ou chave do carro. O tipo senhor respeitoso, que desfila com o estóico olhar proporcionado pelos anos de vivência. A dona de casa, com sacolas de mercado, carnes e verduras.

Há os adolescentes, em bandos envolvidos com deliciosas gargalhadas sobre qualquer fenômeno que julgam ser paranormal. O operário, pedalando a mais do que reformada bicicleta em busca de algo que o faça esquecer as horas seguidas de exploração. Os projetos de misses, que andam na mais esburacada calçada como se estivessem no São Paulo Fashion Week. E assim vamos caminhando, com o delicado cuidado de não sermos classificados em um dentre esse e vários outros tipos humanos.

Quando criança tinha um encanto todo especial pelos palhaços. Vou repetir, tinha... Acreditava que suas fisionomias expressavam a felicidade mais plena possível. Hoje, principalmente pela alegria e boas energias que transmitem para as crianças, respeito de todo o coração essa bela e cômica profissão, mas meu encanto se foi porque vejo no sorriso profissional desses bravos trabalhadores a tristeza e o desencanto para com nosso mundo.

Esses meus pensamentos sobre os palhaços já me conquistaram tempos atrás. Relembrei-os por conta de uma situação muito especial. Começou o ano letivo de 2011 e, em virtude da minha atividade pedagógica, revi meus colegas de profissão encaminhando-se para as primeiras aulas do período. Nesse memorável momento eu juro que vi os mesmos risos desencantados já identificados nos mencionados profissionais circenses.

Nessa selvagem política de sucateamento do ensino público, o riso do professor se equivale ao do palhaço. Ambos estão extremamente decepcionados com o que fizemos com nossas próprias vidas, dentro desse esmagador mundo canibal, mas seguem suas repetitivas atividades. Conseqüentemente, esses dois profissionais são o alento de nossa abandonada juventude, e por isso ainda conseguem o respeito moral das pessoas de bem, jamais das esferas públicas que deveriam, de fato, valorizá-los.

Nossos professores e palhaços estão com o mesmo sentimento de um capitão consciente, que se não houver nada de extraordinário, o navio vai afundar. O professor educa a mente enquanto o palhaço alegra-a, são atividades essenciais. Voltaire já dizia que educar mal um homem é dissipar capitais, dores e perdas à sociedade.

O palhaço está sozinho no picadeiro enquanto o professor o está na sala de aula. Um passo para fora do picadeiro os risos e gracejos ecoam. Um passo para fora da sala de aula tem sempre um comentário melhor para a ação do professor.

Um passo para fora da sala de aula!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Amanhecemos e assim começamos o dia.


Texto para o site www.paraguacity.com


As pessoas acordam todos os dias, com passos cambaleantes, se dirigem ao banheiro e escovam seus dentes. Lavam o rosto e, quando não há quem faça, iniciam o sonolento processo de realização do café da manha. Gastam os sagrados minutinhos matutinos na arte ruminante de desjejum. Algumas conseguem conversar com um familiar, pois outras acordam sozinhas e afagam o animal de estimação. Amanhecemos e assim começamos o dia...

Há aqueles que acordam ao relento. Uns dormem enquanto outros enxergam os encardidos e ásperos concretos das pontes da vida como teto. Um tanto não dorme, com os olhos vermelhos e arregalados por drogas ou pela ausência delas, perambulando em busca dos centavos da manhã. Amanhecemos e assim começamos o dia...

O que há em comum entre essas ações?

Não digo que são frutos da atividade humana, posto que aos miseráveis, pelo menos na prática, é até vedado o direito de ser humano. Entretanto, procuramos insistentemente um laço que nos faça ver que não estamos sozinhos no mundo. O que une todas as pessoas em um único rebanho é a política.

Se alguém acorda todo dia numa casa, por alguma razão política ela está o cobrindo; seja por mérito pessoal (trabalho) ou qualquer outra situação regulada por lei.

Os que acordam debaixo da ponte, por motivações políticas, acabaram nessa desgraçada condição (o mesmo valendo para os viciados).

Andar na rua, bem conservada ou não, está claro as questões políticas que implicam a existência de uma rua. Se chegamos ao trabalho, significa que não fomos assaltados, ou coisa pior, pelo caminho. Infelizmente muitos não chegam. Alíás, uma falange de pessoas procura o tal trabalho. Deixamos nossa vida e saúde trabalhando ou na caça dele, o que vai exigir uma política de previdência para os anos de aposentadoria.

Voltamos depois que o patrão libera, para nossos lares. Assistimos televisão. As manchetes sangrentas dos jornalistas da última hora anunciam as mortes espetaculares do dia. Banho, jantar, jornal, novela, futebol e cama; não necessariamente tudo no mesmo turno, mas como um desejo.

Tudo é política!

Aí lá no Egito parece um milhão de pessoas pedindo a cabeça do presidente. Malucos? Insensatos? Desocupados? Políticos! E o melhor... Sem nenhuma organização sindical ou partidária. Creio que por isso mesmo conseguiram tantos seguidores, pois não há essas falsas lideranças que se disfarçam de esquerda, com uma maldita estrela no peito ou um carnívoro tucano no ombro, que na realidade acalmam os explorados ânimos dos trabalhadores. Apoio aos bravos egípcios e fora ditador!

Aristóteles já falava que o ser humano é um animal político por sua própria natureza. Nossas organizações políticas não são degeneradas, as pessoas que estão nelas sim. Vamos seguir o instinto político e moralizar as organizações. Se não o fizermos agora, outrora os milhões farão. Com muito mais dignidade, mas até lá, incontáveis vidas serão inocentemente levadas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mulher usa ‘arame farpado’ na coxa para inibir desejos sexuais


A britânica Sarah Cassidy, de 43 anos, usa um cilício (objeto usado sobre a pele para mortificação e penitência) na coxa toda a noite para reprimir seus desejos sexuais, segundo reportagem do jornal inglês "Daily Mail".

Solteira e sem filhos, Sarah destacou que não bebe, abomina drogas e nunca teve relações sexuais. Para continuar virgem, ela coloca o cilício em sua coxa durante duas horas por dia para inibir qualquer desejo sexual.

A mulher trabalha como diretora de uma escola primária no Reino Unido.

Fonte: http://noticiasemanchetesbizarras.blogspot.com/2010/09/mulher-usa-arame-farpado-na-coxa-para.html

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Quem nunca ouviu falar na estratégia do banho gelado?

Quando estamos a perigo e a ponto de fazer qualquer bobagem por conta da volúpia sexual, trata-se da receita mais tradicional para acalmar os ânimos. Uma concentração na atividade profissional pode ajudar a “esfriar a cuca”, creio até que se o trabalho é muito mais “brochante” do que estimulante. Sendo assim, trampar demais estressa tanto que chega a relaxar o bilau.

Um conhecido vive um dilema um tanto sofrível. A esposa está em dieta pós-parto. Pela forma como reclama desse estágio de sua companheira, parece que pra ele é importante dar um “picote” o quanto antes. Reza a lenda que se demorar muito sobe a pressão pra cabeça.

A diretora aí resolveu apelar para o cilício. Prática bem comum no catolicismo medieval, alguns contemporâneos ainda usam. Por isso não sei divisar diferenças essenciais da igreja medieval da atual. Reconheço minha ignorância histórica e religiosa. Não esquentem não o tapado sou eu!

Penso nos distúrbios mentais que uma escola pode fazer na cabeça de um ser humano ao longo dos anos. Qual seria o castigo maior: aposentar como diretora ou usar o cilício? Para Nietzsche o castigo melhora aquele que o aplica. Agora entendi! Por falta de alguém que a fizesse evoluir, a diretora resolveu crescer por si mesma. Diretores de escola são mestres nisso, pois comportam como se não precisassem de ninguém. É a tal da auto-suficiência.

Por isso adoro viver em sociedade e depender dos outros...

domingo, 29 de agosto de 2010

Dançarina é flagrada com comprimidos escondidos na genitália


A polícia descobriu após prender a dançarina americana Elizabeth Athenia Progris, de 22 anos, que ela havia escondido comprimidos em sua genitália, segundo o jornal "TC Palm".
O incidente ocorreu no dia 13 de agosto na cadeia do condado de Martin, no estado da Flórida (EUA).
Inicialmente, a jovem disse que não tinha nada ilegal, apesar de ter sido alertada por um detetive que ela poderia responder pelo crime caso tivesse escondendo alguma coisa.
Após ser registrada na cadeia, a jovem foi levada para tomar banho. Foi durante o banho que uma policial notou que ela deixou cair um saquinho de sua genital. Posteriormente, a polícia identificou a substância como sendo um remédio contra a ansiedade.
Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/dancarina-e-flagrada-com-comprimidos-escondidos-na-genitalia.html

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Contamos, mais ou menos, com seis bilhões de pessoas viventes hoje. Em um calculo também pro aproximação são: seis bilhões de cabeças e corações; doze bilhões de olhos, pernas e braços, com os respectivos pés e mãos. Fica a pergunta; é possível esconder alguma coisa com essa multidão dando sopa por aí?

A palavra esconder tem um significado bem conhecido que quer dizer pôr em um lugar secreto. O difícil, nesses dias tão públicos e investigativos, é encontrar esse local onde ninguém pode ter contato. Câmeras de segurança filmando nossas ruas; pessoas ávidas de novos conhecimentos e paparazzis esfaimados pro flagrantes particulares dos famosos, são elementos que viabilizaram essa cultura da publicidade.

A questão da dançarina estadunidense foi exatamente o lugar onde acharam o remédio. Pensem comigo, ela conseguiu esconder numa região tão inacessível e pública ao mesmo tempo. Inacessível porque se trata das intimidades e pública por ser o lugar em que costumeiramente os homens olham para a mulher. Resultado, uma lavadinha nela descobriram que, além do uso comum que a moça faz dela, é uma caixinha de remédios. Que caixinha mais delicadinha!

Como já pensava Stendhal, a palavra foi dada ao homem pare esconder seu pensamento. Até que a mocinha conduziu bem as palavras, o problema é que as coisas sempre aparecem. Pelo menos não era nada de ilícito.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sinalização é flagrada com erro de grafia nos EUA.


Uma sinalização pintada no asfalto de uma estrada perto de uma escola em Greensboro, no estado da Carolina do Norte (EUA), foi flagrada nesta segunda-feira (9) com um erro de grafia. Em vez de "School", a sinalização foi grafada como "Shcool".
Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/sinalizacao-e-flagrada-com-erro-de-grafia-nos-eua.html

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Escrever não é uma arte tão difícil assim. Basta conhecer as normas e utilizações de uma língua, aplicá-las na construção textual e as coisas estarão minimamente equilibradas. O problema é comparar o que você escreveu com as obras dos escritores referenciais da linguagem mãe na qual foi escrita. Um exemplo. Não comparem, jamais, os devaneios e bizarrices de um blogueiro com um escrito do Machado de Assis ou de um Moacir Sclyar.

Muito se defende que se fazer entender é o objetivo mestre de toda linguagem ou língua, não me peçam a distinção entre esses dois termos. O entendimento desses conceitos é chato e pouco produtivo para a cultura de um cidadão, posto que a premissa maior fundamenta-se no “fazer-se” compreender.

Caríssimos. Tornar-se claro e compreendido pelo mundo não é só ambição de quem escreve ou fala, mas de todo animal! Um adulto; uma criança; uma onça faminta; um cão de estimação; todos agem no limite de suas forças para valer a sua vontade. Enquanto uns falam, outros falam e escrevem, uns gemem, outros agem mais incisivamente.

Não há dúvida de que os agentes de trânsito do Estado da Carolina do Norte se fizeram entender. Para os apologistas de que a questão central da escrita é ser compreendida, os motoristas entenderam, sem problemas, o aviso de que passam perto de uma área educacional. A ordem das letras não altera a escola.

Marquês de Sade dizia que só se dirigia às pessoas que podem entender suas obras, pois essas estão em condições lê-las sem perigo. O público alvo da mensagem na rua acima ilustrada são os motoristas, sem o ônus do risco. Qualquer pessoa letrada na língua inglesa assimilou o recado. Não precisa corrigir.

sábado, 7 de agosto de 2010

Gato sobrevive preso em grade de proteção de carro por 3 horas


Um gato sobreviveu por quase três horas ou 210 quilômetros, entre Rochester (Nova York) e Ulster (Pensilvânia), preso dentro da grade de proteção de um carro, segundo reportagem da emissora de TV "WIVB".
Segundo Jenna Arsenault, coordenadora de uma entidade de proteção de animais do condado de Bradford, um casal da Flórida tinha saído de Rochester, depois de visitar uma família no último domingo, e ia até Ulster, cerca de 230 km da Filadélfia.
Chegando a Ulster, o casal ouviu um miado que vinha da frente de seu Mazda. Ao olhar, o motorista encontrou o gatinho preso na grade. De acordo com Jenna, levou quase uma hora para que fosse retirada a grade e resgatado o felino.
O casal da Flórida não sabe como o gatinho ficou preso atrás da grade.
Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/gato-sobrevive-preso-em-grade-de-protecao-de-carro-por-3-horas.html

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O instinto de sobrevivência é uma virtude bem comum entre os mamíferos (há até quem não considere isso uma qualidade). Agarrar-se ao último fio de vida que lhe resta e, em cima dessa linha que por vezes é de costura, se sustentar por muitos anos de idade.

A situação do felino foi ímpar. A linha que era de costura transformou-se em um cabo de aço, daqueles seguros como os dos guindastes. Peregrinar 210 km pelos Estados Unidos, enroscado na grade proteção de um veículo, não é uma daquelas experiências que gostaria de ter. E o bichano sobreviveu!

Os seres humanos também têm dessas. Muitos resistem por anos vagando pelos ônibus e caminhões de bóias frias. Por um tempo maior ainda, arcados com um facão em punho, com o objetivo da tão famigerada sobrevivência e a pujança de algum usineiro bem instalado. Quantos não trocariam, olhando pelo lado do cansaço físico, o tour que o gatinho fez pelas terras estadunidenses?

A escritora Jane Wagner disse uma vez, como certo senso de humor, que a capacidade de se iludir pode ser uma importante ferramenta de sobrevivência. Embora os instrumentos de ilusão possam variar, da grade de um Mazda para um esplendido facão de cortar cana, a sobrevivência é a mesma. O quase suficiente para a alimentação.

E segue a reza!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Cão salva o dono após comer seu dedão do pé


O norte-americano Jerry Douthett credita a seu cão de estimação chamado "Kiko" o fato de ter descoberto que estava em um estágio avançado de diabetes tipo 2, quando o animal comeu seu dedão do pé, segundo reportagem da emissora de TV "WZZM".

Douthett contou que estava com um machucado no dedão há mais de um mês, mas preferiu não ir ao hospital e tratar do ferimento em casa. "Ele salvou minha vida", afirmou ele, destacando que, se não fosse seu cão, poderia ter demorado muito tempo para ir ao médico.
Douthett, que mora em Rockford, no estado do Michigan (EUA), contou que estava dormindo bêbado, quando acordou com o pé coberto de sangue. Ele chamou sua mulher, Rosee, e, quando foi ao banheiro lavar, notou que "Kiko" havia comido seu dedão do pé direito.
Quando ele foi internado no hospital, sua taxa de glicose (açúcar) no sangue era mais de 500 miligramas por decilitro, sendo que o normal é entre 80 e 100.

fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/cao-salva-o-dono-apos-comer-seu-dedao-do-pe.html

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Costuma-se valorizar enfaticamente as opiniões baseadas nas próprias experiências. O lema de que só pode palpitar quem já viveu na carne é muito bem aceito. De uma maneira geral, fica inegável a veracidade dessa afirmação.

Marco Aurélio, imperador romano, pensava que se as pessoas pudessem vender suas experiências pelo preço que elas lhe custaram, ficariam ricas. Adquirir experiência implica em ficar oscilando entre a tênue linha que divisa a tentativa e o erro.

Particularmente, prefiro mil vezes um exame de sangue do que vivenciar na pele o que aconteceu com o digníssimo diabético. Esperar uma ferida que não se cicatriza virar um chamariz para atrair a gula de um canino, não faz parte das minhas disposições mentais. Eita povo que gosta de acumular experiências!

Mas será que tal posição sobre o palpite é real. Se não sou pai, não posso falar sobre paternidade? Se não atleta, não posso opinar sobre futebol? Ora, ora, se não sou político, não posso comentar sobre política? Não é tão simples assim dar prioridade às opiniões de quem já sentiu, de fato, na sua vida as conseqüências de um determinado tema em questão.

E o rapaz aí deu uma sorte danada. O cara tava dormindo embriagado. Não é outra parte do corpo do bêbado que não tem dono? Sorte que o cão comeu só o dedo!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Reverenda se desculpa após dar comunhão a cachorro no Canadá


Uma reverenda canadense pediu desculpas por haver dado a comunhão a um cachorro. Marguerite Rea, da Igreja Anglicana de St Peter, em Toronto, recebeu reclamações de cristãos em todo o Canadá após ter dado a hóstia a um cachorro da raça pastor alemã chamado Trapper.
O bispo da região, Patrick Yu, disse que a reverenda tinha desrespeitado as normas da igreja com sua ação "estranha e chocante".
Rea disse que tinha simplesmente feito um gesto acolhedor para um novo membro da congregação e seu bicho de estimação. "Se magoei, ofendi ou causei constrangimento a alguém, peço desculpas", ela disse aos fiéis no domingo pela manhã – segundo o jornal Toronto Star.
Polêmica canina
A polêmica começou em junho, quando Trapper, de quatro anos, e seu dono, o motorista de caminhão, Donald Keith, 56 anos, foi pela primeira vez à missa de Rea, na área central de Toronto.
"A pastora me deu as boas-vindas e disse que eu fosse até o altar receber a comunhão, Trapper veio junto e a reverenda também deu a comunhão a ele", afirmou Keith.
Apesar de, segundo Keith, ninguém ter reclamado na hora, uma testemunha do fato entrou com uma reclamação na Diocese Anglicana de Toronto e, desde a missa, deixou a igreja.
Quando a notícia se espalhou, a Igreja Anglicana de St Peter começou a receber emails de cristãos revoltados, de todo o país.
"A comunhão é um símbolo do sacrifício do corpo de Jesus: ele morreu por todos nós. Mas não me lembro de nada nas escrituras a respeito de Jesus morrendo pela salvação de nossos bichos de estimação", afirmou Cheryl Chang, diretora da Rede Anglicana, no Canada, de acordo com o jornal National Post.
"Posso compreender a razão de as pessoas estarem ofendidas", disse o bispo Patrick Yu.
"Nunca ouvi falar disso antes. Acho que a reverenda foi tomada pelo que considero um gesto mal orientado de boas-vindas", acrescentou.
Fonte: http://humorateu.com.br/reverenda-se-desculpa-aps-dar-comunho-a-cachorro-no-canad
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A cada dia me surpreendo como o absurdo se faz presente em nossas vidas e, por falta de tempo, na maioria das vezes não notamos. Quando busco noticias extraordinárias na net, em todas as pesquisas que fiz, titubeei entre duas ou três. Hoje foi diferente.

Foi impossível ficar indeciso ante tamanho disparate. Ariano Suassuna, no Auto da Compadecida, foi vanguarda. Nessa peça há um episodio do enterro de uma cachorra, em latim e com todas as pompas religiosas. O homem é um profeta!

É muito comum na literatura, ou melhor, no ar rarefeito da literatura clássica, escritores anteciparem acontecimentos. Aldous Huxley, em Admirável mundo novo, já falava em produção de ser humano no laboratório. Detalhe, a obra foi publicada em 1932. Tem coisas que só os gênios fazem por você!

A reverenda quis ser simpática com o canino ou com o dono? Maomé já pensava que humildade e cortesia são atos religiosos. Quando recebemos alguém na casa em que somos responsáveis, normalmente o concedemos o que temos de melhor. Se ela era a responsável pela chamada casa de Deus, transmitiu o que tinha de melhor.

Assim falou Suassuna.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Professora britânica choca alunos ao virar atriz pornô



A professora britânica Liselle Bailey, de 30 anos, chocou seus alunos ao largar a profissão para virar atriz pornô. Ela deixou a carreira de professora há um ano para produzir e estrelar filmes pornográficos, segundo reportagem do jornal inglês "The Sun".
De acordo com o periódico, alguns de seus ex-alunos chegaram a encontrar seus vídeos na internet. E os estudantes são só elogios a Liselle, que lecionava inglês e literatura em uma escola secundária em Londres.

Fonte:http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/professora-britanica-choca-alunos-ao-virar-atriz-porno.html
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E ainda dizem que professor ganha bem. Olha a situação dessa coitada, no sentido literal, aí. Abandonou o sublime ofício de ensinar pessoas a saírem de sua ignorância rumo ao conhecimento, para se dedicar ao sacerdócio de fazer solitários felizes. A famosa “justiça com as próprias mãos”, cinco contra um ou a melhor definição possível.

Quem disse que aluno não gosta professor? Disse com alguma parcela de certeza. No caso a amada foi a atriz, posto que a professora não existe mais, pelo menos enquanto ganha pão da mulher. Essa aí caiu, de fato, na popularidade escolar!

E o mais absurdo... A escola é na Inglaterra! Berço de filósofos que acreditavam na emancipação humana quando o homem rompesse os grilhões da ignorância e da concupiscência. É o valor das letras no mundo.

Hegel já dizia que a razão governa o mundo. Uma gama de pensadores anteriores a ele também o disse, os posteriores apenas são papagaios de pirata. Foram os tradutores de idéias que não vingaram na Europa, tais como Paulo Freire, tentando se passar por intelectuais criadores de pensamentos revolucionários, que reproduziram a noção de que a sem a educação a sociedade não transforma. Será mesmo?

Como as usinas nucleares de Angra dos Reis, restos atômicos que europeus não tinham pra quem vender, nós, os brasileiros, compramos essa mentira de que a educação emancipa e salva. Nunca escrevi sobre educação (e nem pretendo), apenas aproveitei o gancho da professorinha atriz. É ilustrativo, não?

Tenho a intenção de não opinar mais sobre educação, caso contrario, é porque estarei ganhando uma grana decisiva pra isso. Essa sim manda no mundo, e não precisa ser educado para ter e fazer multiplicá-la: A GRANA!

(Quem discordar explique-me, por favor, como o Estado Paralelo se mantém? E a professora?)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Jovem cai nua de telhado durante encontro secreto com amante


Uma jovem de 19 anos caiu nua do telhado na última sexta-feira (30) durante um encontro secreto com o amante em um prédio abandonado em Aberdeen, na Escócia, e precisou ser resgatada pelos bombeiros, segundo reportagem do jornal "The Scottish Sun".
"Nós decidimos fazer sexo no telhado, porque estávamos entediados", disse a jovem, destacando que o casal buscava apenas um pouco de aventura.
Embaraçada, a jovem identificada apenas como Alex se recusou a revelar seu sobrenome ou o nome de seu amante, mas admitiu que ele é comprometido e mora com sua namorada.
Ela contou que conheceu o rapaz através da Internet e revelou que eles se encontravam para fazer sexo sempre que tinham chance. Alex acrescentou que está preocupada com seu amante, pois ele terá problemas por causa do incidente.

Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/08/jovem-cai-nua-de-telhado-durante-encontro-secreto-com-amante.html
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A rotina, sem dúvida, massacra e embrutece. Ela nos cerca de todos os lados: no trabalho, em casa e até nas horas de folga. A minha rotina de folga fica em assistir jogo de futebol. Diverte-me, mas prefiro ver jogos de futebol para relaxar.

Não considero namorar uma rotina. O dia em que um cidadão achar o namoro algo que “massacra e embrutece” é porque tem algo de muito errado nele. Nada de colocar a culpa nos outros. Quando vou namorar nos momentos de descanso saio da rotina, posto que o comum realiza-se em assistir jogo. Sem fazer trocadilho com “pelada”, ta?

Há quem diga que partidas de futebol como desestressante caracteriza o macho alfa. Mostra que a pessoa é rude. Nunca pensei isso, agora com experiência comprovada, melhor assistir televisão do que transar em cima do telhado até cair. Nada contra as relações sexuais nas alturas, entretanto, se quebrar é trash hein.

Benjamin Frankiln falou algo sobre prazer que se encaixa bem com essa noção de fazer sexo até a fratura: “Se um homem pudesse ter metade dos seus desejos realizados, teria mais aflições do que prazer”. O casal em questão aí já enxerga graves problemas num horizonte próximo, não acham?

Antes a rotina do que aventuras dessa natureza. Pelo menos pra um taurino, com elemento natural terra, turrão e que busca o equilíbrio. Infelizmente buscar não garante alcançar. Mas pelo menos eu tento, nem sempre consigo, mas tento.

sábado, 31 de julho de 2010

Já inventaram de tudo: Japonês se casa com robó


O jornal DaylyMail duvulgou recentemente uma notícia um tanto quando bizarra sobre como levar a tecnologia literalmente.

É mais do que sabido que as mulheres japonesas, costumam ser prendadas: Aiko tem 20 e poucos anos, 1,52 metro de altura, pele suave e sem rugas, fala fluentemente inglês e japonês, é mestre em matemática e, para completar, faz todo o serviço de casa, incluindo alimentar seu parceiro, sem reclamar.

Aiko é a criação do inventor japonês Le Trung, de 33 anos, que aproveitou uma recente feira de tecnologia em Ontário para mostrar a sua versão da “mulher ideal”, uma espécie de “Amélia” andróide.

Trung diz ter gasto US$ 25 mil do próprio bolso para desenvolver a robô, montada com uma boneca japonesa de silicone e controlada por um programa de computador de inteligência artificial, programado pelo próprio inventor.

Mas ele afirma que sua intenção era chegar o mais próximo possível de um robô “humano”.

“Eu notei que a maioria dos robôs eram feitos de metal, como os robôs usados em uma fábrica de carros. Por causa disso, não temos sentimentos ao interagir com eles”, afirma,embora pouca gente acredite nele.

Ele admite que sua condição de punheteiro solitário, “sem tempo para encontrar uma namorada”, contribuiu para sua idéia. Mas faz questão de afastar os rumores: “Aiko ainda é virgem e não, eu não durmo com ela”(será?)

Sobre como a sociedade encara o relacionamento, Trung disse ao jornal “Daily Mail” que “as pessoas têm reações distintas quando conhecem Aiko. Alguns a amam, outros a odeiam. Algumas pessoas ficam com raiva, e me acusam de brincar de Deus. Outros querem tacar pedras nela. Já outros,querem comprá-la. Mas muitas pessoas ficam apenas fascinadas”, conta.

Fonte: http://www.omelhordopiaui.com.br/2010/07/ja-inventaram-de-tudo-japones-se-casa.html

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Minha saudosa avó, Dona Tereza, teria, de imediato, uma adequada exclamação: “É a Babilônia!”. Entendo perfeitamente esse tipo de espanto, mas acho que devemos analisar tamanha excentricidade.

O ser humano é fascinado por modelos ideais. Para tudo há um protótipo perfeito, nem que for imaginário. O ideal de beleza, saúde, comportamento, filho, marido, neto, ou seja, as coisas não são como pensamos e buscamos sempre uma referência para seguir.

Qualquer movimento feminista de respeito abomina esse japonês que disse que uma ideal é a “Amélia andróide”. Por estar implícito que a mulher ideal é a dona de casa. Vamos ver pelo lado educativo?

Pensem na pobre coitada que seria casada com o japinha se não houvesse a robô? Quantas decepções amorosas, por conta de afazeres domésticos, a venda em escala industrial dessa máquina podem ser poupadas? Essa invenção poderá salvar as mulheres dos maridos-escravocratas!

O desenho “Os Jetsons” foram os verdadeiros precursores desse invento. Só que lá havia um robô como empregada, não acumulando cargos de esposa e empregada. Logo, logo presenciaremos a formação de um sindicato dos robôs!

Para terminar, lembrarei da atriz escocesa Deborah Kerr: “Se a mulher não encontrou o homem certo até os 24 anos, ela tem muita sorte”. Com essa inovação tecnológica, a faixa etária irá de 24 para 40!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Inglês faz depilação de virilha à brasileira e quase perde testículo.


Joe Cooper fez aposta com amigos em pub.Ele arrancou seis de sete camadas da pele com cera.
Uma aposta entre amigos quase valeu o testículo de um inglês de Leicester. Joe Cooper, de 24 anos, e outros dez companheiros de copo promoveram em um pub uma sessão de depilação para arrecadar dinheiro para entidades beneficentes.
Enquanto alguns homens depilaram o peito, o “corajoso” Cooper optou por depilar a virilha no estilo conhecido no exterior como “brazilian wax”. Trata-se da retirada total dos pelos.
O grupo de amigos conseguiu arrecadar 3 mil libras para caridade.
Fonte: http://linkpink.com.br/como-assim/algumas-coisas-sao-bizarras

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As pessoas vivem de modismos e isso não é de todo ruim. Adotar crianças de países pobres, comer petit gateau e filantropia vem sendo as mais usadas por famosos e projetos de celebridade. O que temos diante de nossos olhos é uma variação de filantropia, a aposta para fins humanitários.

Já vi gente apostar engradado de cerveja em time de futebol; andar pelado pela rua; moedinhas trocadas no truco e uma variedade infinita de barbaridades. Apostar depilação de virilha é, no mínimo, engraçado.

Não quero imaginar a cena e o urro monumental que o rapaz estrelou. Aqueles escândalos que o jacaré do desenho animado do pica-pau, quando o pássaro arma uma cilada para o réptil que o faz morder a própria cauda, vira fichinha.

Apostar sempre será um risco. Confúcio sentenciou com fineza: “Nunca faças apostas. Se sabes que vais ganhar é um patife, e se não sabe és um tonto”. Para essa inteligente aposta, quem ganhou foram as entidades beneficentes e o tonto foi o embriagado inglês. Era só doar para os necessitados, não precisa arrancar o saco!

Que perigo, não?